Psicólogo e consultor formado pelo Centro de Ensino Superiorde Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH. A matéria foi extraída originalmente do Portal ACESSA.com
URL do Website: http://www.acessa.com
O vestibular está às portas novamente. Tanto para os marinheiros de primeira viagem quanto para os já veteranos é um momento de grande ansiedade. Adrenalina a mil... Se na reta final estamos assim, na hora da prova então... São muitos os efeitos que esse excesso de adrenalina causam no seu organismo, mas o principal deles neste momento é que você não consegue desenvolver plenamente sua capacidade intelectual, seu poder de raciocínio. Para alguns que estão muito bem preparados é como perder um pênalti sem goleiro aos 45 minutos do segundo tempo. E então, o que fazer?
Recentemente tive a oportunidade de conversar com o diretor de um dos cursos preparatórios para vestibular de Juiz de Fora. Durante nosso papo ele me disse que havia três grupos de candidatos:
Mas, porque este "praticamente" para o terceiro grupo? Bem, segundo o diretor, a única coisa que poderia impedi-los de alcançar o sucesso pretendido seria a ansiedade, o estresse, o nervosismo no momento da prova.
Coincidentemente, depois deste fato, fui procurado por uma amiga psicóloga que trabalha com vestibulandos e queria uma sugestão de uma dinâmica ou atividade para uma palestra que daria e cujo objetivo era trabalhar a ansiedade da galera. Na hora me ocorreu uma atividade que faço em um de meus cursos. Conversamos e achamos que a atividade atenderia muito bem ao que precisávamos. Além de servir para a palestra dela seria a oportunidade de ter dados para ilustrar este artigo. Já apliquei a mesma dinâmica várias vezes, mas esta seria a primeira delas em que iria tabular os dados e trabalhá-los "mais cientificamente".
A atividade consistia em uma prova com 13 questões e que deveria ser respondida em 3 minutos. A cada minuto que excedesse ao combinado a pessoa perderia 1 ponto. A meta seria 11 acertos em 13. As palavras iniciais e a apresentação da atividade foram cuidadosamente preparadas para gerar um clima bastante estressante, até mesmo de medo. De cronômetro em punho e com todos meio assustados iniciou-se a prova. A cada 30 segundos falávamos o tempo decorrido e quanto faltava. Olhávamos as provas e ao andar fazíamos barulho com os sapatos. Quando o tempo terminou fomos corrigir as provas. A partir daí, muitas gargalhadas. Só quando tudo terminou é que os participantes foram dar conta das respostas absurdas que haviam dado. Isto mesmo, a prova foi elaborada com 5 questões de raciocínio simples (do tipo o que pesa mais meio quilo de chumbo ou um quilo de penas) 7 pegadinhas bem bobinhas (por exemplo, uma que perguntava sobre o ovo de um pato) e 1 apenas de raciocínio lógico e séria.
Vamos aos resultados. Média das provas: nota 6. Maior nota: 11 (isto porque a própria aluna disse que já conhecia algumas questões e ainda assim errou 1 que já conhecia). Menor nota: 3 (também foi a que mais repetiu)
O certo é que era uma prova para fazerem 12 pontos. Apenas uma questão era difícil. Para se ter uma idéia, 75% dos alunos sem perceber o enunciado da questão marcaram que pato - veja bem não é pata - bota ovo. 65 % dos participantes colocaram que meio quilo de chumbo pesa mais ou igual a um quilo de penas. 25 % colocaram que uma dúzia de selos de dois centavos continham 6 selos.Você pode estar rindo agora e achando que teria acertado todas as questões, mas a verdade é que, embora não tenha quantificado os resultados das inúmeras vezes que apliquei esta dinâmica no curso de telemarketing a nota média era 5 ou 6. E é bem provável que você também não fugiria muito ao padrão. Mas, a que se deve isto? Simples: estresse.
O mecanismo do estresse embota nossos sentidos limitando nosso cérebro. Conheço algumas pessoas - e quem não conhece ao menos uma? - que eram verdadeiros gênios, mas que só passaram no 3º ou 4º vestibular. Uma amiga minha por quatro vezes teve que deixar a sala de provas por passar mal. A pressão subia tanto que em um dos vestibulares teve sangramento no nariz e ensangüentou a prova. Mesmo sendo muito estudiosa e conhecedora das matérias só conseguiu passar no 5º vestibular.
Na dinâmica que citamos acima, durante o bate papo com os alunos, muitos disseram que não tinham lido certa palavra, ou não tinham visto determinado detalhe. E é verdade. Não eram apenas desculpas. É isto que o estresse faz em nossas mentes. Alguns disseram que quanto mais eu falava sobre o tempo mais sentiam vontade de me tamparem algo ou mesmo me esganar. Curioso é que ao final do debate eles pediram uma palestra para os pais. Será porque? Outro fato interessante: alguns alunos não souberam controlar o tempo. Entregaram a prova sem responder todas as questões. Se detiveram demais na questão difícil e esqueceram das outras seguintes. Como isto é comum. Vale aqui a dica: se encontrar dificuldade em uma questão siga em frente e depois, quando tiver feito as que você sabe, volte e aí sim, invista tempo nela.
Voltando aos três grupos de candidatos, segundo o diretor que citei, ao primeiro uma dica: apeguem-se às suas crenças, ore ou reze muito, milagres acontecem. Aos outros dois grupos também é importante orar ou rezar, mas para que vocês possam manter a calma e realmente realizarem o que sabem. Controle o estresse e o nervosismo. Como? Cada um poderá descobrir sua própria receita. Algo que te relaxe e o ajude. Você encontrará um bom roteiro no artigo que escrevi recentemente Contagem regressiva para o Vestibular. As dicas continuam atuais como nunca... No próximo artigo abordaremos outras dicas.
Serão mais de 5.000 vagas entre faculdades pública e particular. Se você se preparou adequadamente, mantenha a calma e confirme a sua.
Não espere. Faça acontecer!
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Neurologistas, psicólogos, matemáticos e os próprios vestibulandos respondem. Leia a seguir.
Conseguir uma vaga nas melhores instituições de ensino superior não é uma tarefa fácil. A concorrência cresce barbaramente a cada ano e a oferta de vagas avança em ritmo menor. Para se ter uma idéia, em 1999, 1.786.827 milhão de estudantes disputaram 894.390 mil vagas em todo o País - 192 de instituições públicas e 905 de particulares.
Para conseguir uma vaga, muitos investem pesado nos estudos. Paula Gabriela Marin Figueira, 16 anos, pretende prestar Medicina. A paulista estuda no tradicional Colégio Bandeirantes, um dos campeões em aprovação no vestibular - cerca de 70% nas principais instituições de ensino superior em 2001. Mas, por "garantia", matriculou-se em um cursinho. "Anoto tudo o que os professores falam durante as aulas, assim gravo melhor as informações", afirma.
Maira Teresa Lima Pereira, 22 anos, faz cursinho para conseguir uma vaga em Medicina Veterinária. No ano passado, passou para a segunda fase na Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), mas foi reprovada porque errou todas as questões da prova de matemática. "Este ano eu não vou zerar porque tenho estudado muito mais. Estou mais confiante. Desta vez eu passo". Maira é mais uma estudante que abdicou das horas de lazer para ficar mais tempo com os livros.
Mas qual é o segredo para passar no vestibular? Horas exaustivas de estudo sobre os livros, um quociente de inteligência (Q.I.) alto ou sorte?
O neurologista Ibsen Tadeo Damiani, professor da Santa Casa de São Paulo e secretário da divisão de neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM), explica que os vestibulandos têm que assimilar muita informação em um curto período de tempo. E o problema é que muitos dados acabam se perdendo pelo meio do caminho.
"Quando estamos lendo, as informações visuais são transmitidas ao córtex occipital e percorrem um longo caminho até chegar ao lobo temporal", explica. "No processo, há uma alteração na taxa de disparos químicos entre os neurônios, as células que fazem a comunicação de dados no cérebro. Essa é a memória de curto prazo, que você usa rapidamente e esquece em seguida".
Isto significa que para lembrar um dado duas semanas depois de tê-lo captado na mente, é preciso convertê-lo em memória de longo prazo. Esse trabalho fica a cargo do hipocampo, segundo o médico. "Depois que os dados são integrados aos circuitos do cérebro, o hipocampo descansa e quem trabalha é lobo frontal, estrutura responsável pelo processo de recordação. É ele que traz à tona todas as informações que foram devidamente estocadas".
Em termos práticos, para conseguir armazenar uma avalanche de informações, é necessário ter motivação e interesse na hora do estudo, conta Damiani. "Períodos de muita ansiedade, estresse e depressão são as principais causas da amnésia".
Mas existe uma fórmula para ajudar o cérebro a armazenar tantas informações? Rubens José Gagliardi, neurologista e vice-presidente do departamento de neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM), diz que não. "O importante é que o jovem conheça o seu limite e adapte seu organismo para o horário que ele terá mais rendimento. Estar descansado é fundamental no aprendizado. Assim se evita qualquer situação adversa que comprometa a atenção".
Este é o caso do estudante Bruno Piotto Hespanhol, 17 anos, que acorda às 6 horas todos os dias para estudar. "Funciono de manhã. Gosto de estudar com silêncio", diz.
"Não basta ter um Q.I. elevado e não saber manter a calma"
Quem não faz muito esforço para aprender as matérias é Herbert Sollmann, 17 anos, ex-aluno do Programa Objetivo de Incentivo ao Talento (Point), voltado para superdotados. Ele dispensa os simulados do cursinho e garante que não estuda mais que quatro horas por dia.
Durante o tempo em que se dedica aos livros, ouve música e assiste televisão ao mesmo tempo. "Se eu estudar por muitas horas, esqueço tudo o que li. Por isso, prefiro prestar atenção às aulas porque assim memorizo grande parte das informações". Sollmann é candidato a uma vaga em Engenharia Mecânica na USP.
O teste do quociente de inteligência (QI) usa a escala de inteligência de Wechsler para avaliar o nível presente da função intelectual. Este teste fornece um escore de QI padronizado, de modo que 100 é o valor médio esperado para qualquer idade, com desvio padrão de 15.
Para o psicólogo Rubens Riveras Valverde o teste do Q.I é um método questionável de se medir a capacidade de raciocínio lingüístico, matemático e lógico. Valverde explica que o sucesso no vestibular está mais vinculado ao equilíbrio emocional do candidato. "Não basta ter um Q.I. elevado e conhecer as matérias sem saber manter a calma. Conscientizar-se de que é capaz de aprender e discorrer qualquer assunto ajuda muito. Sem isso, perde-se a calma e surge o famoso 'deu branco', uma tensão nervosa que bloqueia o conhecimento e a inteligência", diz.
O psicólogo constata que a falta de controle emocional explica o fato do aluno tido como "brilhante" não se dar bem nos exames. Ele acredita que o sucesso no vestibular não é exclusividade do gênio ou do conhecido "CDF". "A força de vontade faz com que muitos adolescentes que não são considerados inteligentes convertam esse sentimento em capacidade de passar em uma prova", diz.
"Do ponto de vista matemático, é praticamente impossível passar no vestibular só chutando"
Mas e aquela "fezinha", conta na hora da prova? Fábio Eiji Arimura, 16 anos, estudante do segundo ano do ensino médio diz que sim. Ele foi contemplado com seu nome na lista dos aprovados da Fuvest 2001, como treineiro em Ciências Biológicas. Arimura acredita que o segredo é saber chutar. "Não sou um aluno exemplar. Nem sei como eu passei no concurso. É sorte", diz.
O matemático Jorge Oishi, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), não acredita muito neste história. O especialista calculou para o Terra quais seriam as chances de um candidato que não sabe absolutamente nada passar no vestibular através do "chutômetro", em uma prova de múltipla escolha com cinco alternativas.
"Não importa a alternativa escolhida, a probabilidade de um aluno acertar no chute é de 20%. Para acertar duas questões, a chance diminui para 4% (1/5 x 1/5= 1/25 e 1/25 x 100) e para acertar três, fica ainda mais difícil: 0,8%", expliuca.
Oishi esclarece que para conseguir 118 pontos na Fuvest, por exemplo, a probabilidade é 1/5 elevado a 118. O resultado: 3,32307 E-83 (uma seqüência de oitenta zeros e um três). "Isso dá a idéia da dificuldade. É praticamente impossível passar no vestibular chutando do ponto de vista matemático. Para quem não sabe nada, chutar ou resolver são quase equivalentes".
Mas a estatística do matemático não é tão pessimista assim. "É claro que se o candidato chutar apenas algumas questões e souber a maioria, a coisa muda de figura. Ele pode ficar com duas alternativas, o que garante uma probabilidade de 50% de acerto", conclui.
Independentemente de inteligência, esforço ou sorte, a maior parte dos especilistas afirma que a única solução para passar nas provas do vestibular é estudar. E manter a calma. Autoconfiança, motivação e estratégia também são decisivos para o sucesso.
Na hora da prova
Qualquer dor de cabeça ou indisposição estomacal pode destroçar o desempenho na hora da prova. Por conta disto, a nutricionista Mônica Inez Elias Jorge, da Universidade de São Paulo (USP), aconselha que os estudantes prestem atenção à alimentação no dia do exame de vestibular.
"A falta de nutrientes pode provocar falta de disposição, dificuldade de concentração, apatia, dificuldade de leitura, entre outros problemas", revela.
Nos dois dias que antecedem os exames os candidatos devem evitar alimentos ricos em gordura, diz a especialista. "Estes alimentos possuem um tempo maior de digestão e pode causar desconforto e sonolência. Entre eles estão a famosa feijoada, molhos a base de creme de leite, carnes gordurosas".
Na hora da prova, uma pequena barra de chocolate serve para fornecer energia e melhorar a disposição. O candidato pode levar também uma barra de cereais, um suco de fruta de caixinha e principalmente, uma garrafa de água de meio litro. A manutenção da hidratação é fundamental, aconselha
Técnicas para melhorar a memorização
Antes de "rachar" a cabeça, saiba como você pode melhorar a memorização e evitar o famoso "deu branco". Veja as dicas do neurologista Ibsen Tadeo Damiani, professor da Santa Casa de São Paulo e secretário da divisão de neurologia da Associação Paulista de Medicina (APM):
- Existem muitas técnicas mentais. Uma forma de estimular a memória é utilizar ao máximo a sua capacidade mental, aprendendo novas habilidades com as quais não teria nada em comum com o seu estilo de vida.
- É impossível prestar atenção no estudo se você estiver tenso ou nervoso. É importante relaxar. Uma dica: prenda a respiração por dez segundos e vá soltando o ar lentamente.
- Algumas vitaminas são essenciais para o funcionamento apropriado da memória: tiamina, ácido fólico e vitamina B12. São encontradas no pão e cereais, vegetais e frutas.
- A água ajuda a manter bem o funcionamento dos sistemas da memória, especialmente em pessoas mais velhas. A falta de água no font-default tem um efeito direto e profundo sobre a memória. A desidratação pode levar a confusão e outros problemas do pensamento.
- É fundamental que se permita sono suficiente e descanso do cérebro. Durante o sono profundo, o cérebro se desconecta dos sentidos e processa, revisa e armazena a memória. A insônia leva a um estado de fadiga crônica e prejudica a habilidade de concentrar-se e armazenar informações.
Estivemos durante estes últimos meses falando sobre profissões. Dicas e informações para que você escolha mais seguramente seu futuro. Mas agora o vestibular esta aí. Com ele muito estresse. Sua opção já foi feita. O que você pode fazer para aplicar todo o potencial que desenvolveu nestes meses de preparação?
Em quase todos os países do mundo, o número de vagas oferecidas para os cursos superiores é inferior ao número de candidatos. Por conta desta discrepância há critérios para o ingresso nestes cursos. A mais praticada é seleção na entrada dos candidatos. Esta é a prática mais comum, embora o processo possa ser bastante diferenciado de país para país. E mesmo com a adoção de outros métodos em fase de implantação, o Vestibular é a fórmula principal para esta seleção.
Sem entrarmos em questões de ser ou não a melhor maneira, o certo é que será assim este ano – provavelmente mais alguns também – e teremos que enfrentá-lo. O medo do fracasso, a competitividade exacerbada do período – neste ano quase três milhões de jovens brasileiros passarão por este momento – e o sentimento de ver frustrados seus planos para o futuro deixam os estudantes à flor da pele. Dá calafrios só de pensar em dar a notícia em casa de que não passou no vestibular. E ficar respondendo que não conseguiu a todos aqueles que lhe perguntarem: e aí como foi? Tudo isto aumenta a pressão e a cobrança do candidato.
Resultado: estresse.
Conseqüência: na hora das provas você não consegue desenvolver tudo o que podia, dá aquele branco ou você entra em desespero e não consegue se concentrar nas questões. É como se você se preparasse para uma maratona, mas no dia da corrida torcesse o pé e só pudesse apenas caminhar os quarenta e dois quilômetros do percurso.
Mas o que é estresse. Segundo os especialistas, “trata-se de uma reação do organismo a um fato que muda a nossa rotina. Não precisa ser um acontecimento ruim. Pode ser conseqüência de uma situação de felicidade, medo, perda, etc. Ele altera o humor, a fome e o sono, e pode desencadear perda de memória, problemas de pele, asma, alergias e até hipertensão”. Além disto está associado ao desencadeamento de quase todo tipo de doença – normalmente dentro da pré-disposição de cada indivíduo. Dentre uma enorme relação de sintomas que são comumente encontrados em estudantes segundo o psicólogo Hélio Borges Jr. (CRP 01/7050), vale destacar:
Dicas para a reta final
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2- Simplicidade. Assuma uma atitude relativamente simples: pense positivo. Acredite em você e no seu potencial. Faça apenas o melhor que puder. Não se coloque sempre numa postura de vítima ou sobrecarregado.
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4- Cuide de sua alimentação. Uma alimentação balanceada lhe fará sentir melhor além de contribuir com os elementos necessários para a máxima potência de seu cérebro. Coma muitas frutas e verduras. Evite alimentos gordurosos e beba bastante líquido. Controle o álcool e o café. Reduza ou evite o cigarro e o uso de remédios.
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6- Encare a ansiedade e o medo com naturalidade. Todo ser normal tem ansiedade e medo. Controle-se na hora da prova, não permita que o nervosismo seja mais forte que seu aprendizado.

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O controle emocional é parte importante na preparação para o vestibular. Fazer uma prova com tranqüilidade é um enorme passo para um bom resultado. Lembre-se: pior do que não passar no vestibular por não estar bem preparado é não passar por não conseguir usar tudo o você aprendeu e que seria suficiente para o seu sucesso.
Acredite em você. Controle-se e sucesso.
Na música "Pais e Filhos" gravada pelo grupo Legião Urbana encontramos a pergunta: O que você vai ser quando você crescer? Todos nós, sem exceção, já ouvimos esta pergunta em algum momento. Desde pequenos somos questionados ou estimulados a responder e/ou pensar sobre a escolha do futuro. É sempre "bonitinho" quando ouvimos a resposta de uma criança a esta pergunta. Mas o que a leva a responder médico, bombeiro, professor ou piloto de avião?
Nossas escolhas sofrem influências diversas e, muitas delas, sem se quer nos darmos conta. É o que em Psicologia chamamos de questões inconscientes. Mas porque abordar este tema? Ora, entre educadores, orientadores e psicólogos uma pergunta bastante recorrente é o porque das escolhas profissionais erradas. Ou seja, aquelas escolhas que fazemos com uma quase certeza e quando estamos no fim do curso descobrimos não ser o que realmente queríamos. Pior ainda, aqueles que só descobrimos depois de formados e já em pleno exercício profissional. Situação esta que gera indivíduos frustrados e infelizes com seu trabalho. Boa parte deste grupo não consegue superar esta questão ou não têm como refazer sua escolha e se tornam profissionais medíocres.
O que queremos levar à reflexão é que muitas vezes nossas escolhas são influenciadas por questões que não nos damos conta e quando vêm à tona pode ser tarde demais. Nos próximos artigos estaremos abordando três pontos principais. O primeiro deles, a ser abordado neste artigo, trata-se do desejo dos pais . Por vezes, nossos pais transferem e projetam seus desejos não realizados em seus filhos. É o caso do pai que quer ver o filho formado em Direito porque ele não o pode ser pelas dificuldades da vida. Ou a mãe que “sacrifica a vida toda” para que a filha seja veterinária. Um sonho que não pode realizar devido à gravidez precoce. Estes são alguns exemplos entre tantos que poderíamos citar.
Em síntese, acreditando estar fazendo o melhor pelos filhos, muitos pais criam um projeto para a vida dos filhos que não têm como dizer não, de não cumpri-lo. Isto soaria como desagrado, desgosto e ingratidão. Por conta disto os filhos assumem aquilo como sua escolha. O problema é que pais e filhos são pessoas diferentes. Em alguns aspectos “ainda somos os mesmo e vivemos como nossos pais” como diz a música, em outros somos muito diferentes.
A questão é que em certos casos o desejo de um e outro podem ser coincidentes. Mas como identificar quando são e quando não são? Aqui recaímos em outra questão: auto conhecimento. Todos temos um pouco do pai e da mãe, assim com de nossos ídolos, modelos e heróis que elegemos e nos influenciam pela vida à fora. Mas a soma disto tudo gera alguém que é único, diferente de todos: você. Conhece-te a ti mesmo, conselho do filósofo, é uma pré-condição para escolhas acertadas. Saber identificar o grau destas influências em nossa vida é uma tarefa difícil, mas necessária. Até mesmo para bancarmos se queremos ou não assumir como nossas as escolhas dos outros.
Para isto a Orientação Vocacional é uma ferramenta que permite identificar estes pontos e como lidar com eles. Nem os próprios pais percebem que estão “obrigando” aos filhos um caminho que não é deles. Querem o melhor para os filhos e acreditam que isto é o melhor. Saber identificar e lidar com esta questão pode evitar muitas frustrações futuras. Nos próximos artigos abordaremos outros tópicos e suas influências em nossa escolha profissional. Em todos eles queremos utilizar a pergunta: - Você está realmente seguro de sua escolha profissional?
Pense nisto e sucesso.
Há classificações para quase tudo. Generalizações que procuram reduzir o mundo em grupos, conjuntos ou perfis. Didaticamente, quando usado para estudos é muito útil. Porém, em outros casos são muito tendenciosos. Há uma forte propensão em cair na rotulação e no preconceito, sem muitas vezes percebermos que ninguém é apenas isto ou aquilo.
Temos um pouquinho de cada coisa. Mas, normalmente, temos um número de características mais concentrado em determinado grupo ou classificação. Digo isto porque recentemente, em um curso que participei, encontrei uma dessas classificações que irei trabalhar neste artigo. O objetivo é levantar uma reflexão e não rotular pessoas.
Em uma das citações foi dito que o mundo está dividido em três classes:
os que fazem as coisas acontecerem;
os que observam as coisas acontecerem;
os que não sabem o que está acontecendo.
Minha pergunta é: em qual delas você está?
Ninguém vai é 100% só uma classe. Assim como ninguém vai estar igualmente dividido entre as três. Dependendo da situação podemos ter um comportamento diferente. Mas, podemos identificar nossa tendência. O que desejo é levá-lo a refletir sobre qual tipo de comportamento tem sido o seu quanto à sua formação e seu futuro. Você tem sido diretor, espectador ou fantoche?
A grande maioria das faculdades não têm foco em desenvolvimento de competências, formam indivíduos teóricos. A tendência de desenvolvimento de competências tem sido bastante debatida na educação brasileira. Ainda assim, do campo das discussões à prática pouco se tem visto. Então o que fazer? Você pode assumir a responsabilidade em fazer (diretor), esperar para ver no que vai dar (espectador) ou mesmo dizer que não entendeu o que este texto está dizendo (fantoche). Qual a sua escolha?
Se você se decidiu em assumir esta responsabilidade vamos descobrir como trabalhar com competências em sua formação. Sua primeira tarefa será definir quais são as competências essenciais à sua profissão. Antes será necessário definirmos competências no contexto profissional ao qual estamos tratando.
Assim como no artigo "Competências: Uma Bússola para sua Carreira" usarei a definição de Ênio Resende que escreve: "competência é a aplicação de um ou mais dos requisitos de conhecimentos, experiências, aptidões, habilidades, motivos, interesses, etc., com obtenção de resultados práticos"
A formação superior tem oferecido apenas uma parcela do que vem a ser competência. Trata-se do conhecimento, ou seja, a teoria de como as coisas acontecem. As habilidades (prática, know-how) são muito negligenciadas. A questão das atitudes (comportamentos) então nem se diga. Como você não vai ficar esperando alguém fazer isto por você aprenda a "fazer CHA". Isto mesmo, C-H-A: Conhecimento, Habilidade e Atitude. São o saber, o saber fazer e o querer fazer respectivamente.
É muito pouco provável que você encontre esta descrição em livros. Outro ponto importante é que há dois grupos de competências: as essenciais - que estamos trabalhando aqui - e outro grupo que varia de instituição para instituição, ou seja, estão ligadas aos valores de certas empresas e organizações.
Para descobrir o que é importante é preciso muita pesquisa e principalmente conversa (ou se preferir entrevista) com profissionais de sua área e da área de RH. Pergunte a si mesmo e aos outros: Na minha profissão que conhecimentos são fundamentais? Quais são diferenciais? Algum deles não são oferecidos na faculdade? Como adquirí-los? Quanto à prática quais são as mais relevantes para me inserir no mercado de trabalho logo que formado? Quais os caminhos que pessoas de sucesso fizeram para desenvolver estas habilidades? E, principalmente, quais as atitudes que me levarão a lograr êxito nesta carreira?
Muitos são os caminhos para desenvolver suas competências. Cursos, palestras, estágios são os mais comuns. Porém competências podem ser desenvolvidas por meio de vários outros meios. Um esporte específico pode ajudá-lo a melhorar seu espírito de equipe.
Um curso aparentemente sem nenhuma ligação com sua profissão pode servir para o aprimoramento de certas atitudes. Não acredite que isto só deva ser feito no final da faculdade ou depois de formado. Quanto mais cedo, maiores suas chances de fazer acontecer. Tenha metas e objetivos definidos para não ser apenas mais um "canudo" no mercado.
É muito provável que o grupo ao qual você se identificou no início deste artigo vai refletir sobre o tipo de profissional que você irá ser. Contudo, o mais importante é saber que esta classificação não é definitiva e imutável. É possível trocar de grupo e isto só depende de você. Seja o diretor de sua vida, profissão e futuro.
Não espere. Faça acontecer!
Fui Ontem No Clube Briguei I Sai Correndo Para Hospital
Fonte: Ana Jéssica Castilho (Manaus - AM)
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