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Qui, 30 de Setembro de 2004 13:58

Estresse, seu maior inimigo no vestibular

O vestibular está às portas novamente. Tanto para os marinheiros de primeira viagem quanto para os já veteranos é um momento de grande ansiedade. Adrenalina a mil... Se na reta final estamos assim, na hora da prova então... São muitos os efeitos que esse excesso de adrenalina causam no seu organismo, mas o principal deles neste momento é que você não consegue desenvolver plenamente sua capacidade intelectual, seu poder de raciocínio. Para alguns que estão muito bem preparados é como perder um pênalti sem goleiro aos 45 minutos do segundo tempo. E então, o que fazer?

Recentemente tive a oportunidade de conversar com o diretor de um dos cursos preparatórios para vestibular de Juiz de Fora. Durante nosso papo ele me disse que havia três grupos de candidatos:

  • Aqueles que não se prepararam adequadamente - apenas foram às aulas - e durante vários simulados nunca alcançaram uma nota razoável e conseqüente mente não têm chances
  • Aqueles do grupo intermediário. São alunos que ora foram bem no simulado, ora não tão bem o suficiente e com isso têm chances de passar, mas são incógnitas
  • E por último, aquele grupo dos que sempre tiveram um desempenho com sobras para acreditar que já têm a vaga praticamente garantida.

Mas, porque este "praticamente" para o terceiro grupo? Bem, segundo o diretor, a única coisa que poderia impedi-los de alcançar o sucesso pretendido seria a ansiedade, o estresse, o nervosismo no momento da prova.

Coincidentemente, depois deste fato, fui procurado por uma amiga psicóloga que trabalha com vestibulandos e queria uma sugestão de uma dinâmica ou atividade para uma palestra que daria e cujo objetivo era trabalhar a ansiedade da galera. Na hora me ocorreu uma atividade que faço em um de meus cursos. Conversamos e achamos que a atividade atenderia muito bem ao que precisávamos. Além de servir para a palestra dela seria a oportunidade de ter dados para ilustrar este artigo. Já apliquei a mesma dinâmica várias vezes, mas esta seria a primeira delas em que iria tabular os dados e trabalhá-los "mais cientificamente".

A atividade consistia em uma prova com 13 questões e que deveria ser respondida em 3 minutos. A cada minuto que excedesse ao combinado a pessoa perderia 1 ponto. A meta seria 11 acertos em 13. As palavras iniciais e a apresentação da atividade foram cuidadosamente preparadas para gerar um clima bastante estressante, até mesmo de medo. De cronômetro em punho e com todos meio assustados iniciou-se a prova. A cada 30 segundos falávamos o tempo decorrido e quanto faltava. Olhávamos as provas e ao andar fazíamos barulho com os sapatos. Quando o tempo terminou fomos corrigir as provas. A partir daí, muitas gargalhadas. Só quando tudo terminou é que os participantes foram dar conta das respostas absurdas que haviam dado. Isto mesmo, a prova foi elaborada com 5 questões de raciocínio simples (do tipo o que pesa mais meio quilo de chumbo ou um quilo de penas) 7 pegadinhas bem bobinhas (por exemplo, uma que perguntava sobre o ovo de um pato) e 1 apenas de raciocínio lógico e séria.

Vamos aos resultados. Média das provas: nota 6. Maior nota: 11 (isto porque a própria aluna disse que já conhecia algumas questões e ainda assim errou 1 que já conhecia). Menor nota: 3 (também foi a que mais repetiu)

O certo é que era uma prova para fazerem 12 pontos. Apenas uma questão era difícil. Para se ter uma idéia, 75% dos alunos sem perceber o enunciado da questão marcaram que pato - veja bem não é pata - bota ovo. 65 % dos participantes colocaram que meio quilo de chumbo pesa mais ou igual a um quilo de penas. 25 % colocaram que uma dúzia de selos de dois centavos continham 6 selos.Você pode estar rindo agora e achando que teria acertado todas as questões, mas a verdade é que, embora não tenha quantificado os resultados das inúmeras vezes que apliquei esta dinâmica no curso de telemarketing a nota média era 5 ou 6. E é bem provável que você também não fugiria muito ao padrão. Mas, a que se deve isto? Simples: estresse.

O mecanismo do estresse embota nossos sentidos limitando nosso cérebro. Conheço algumas pessoas - e quem não conhece ao menos uma? - que eram verdadeiros gênios, mas que só passaram no 3º ou 4º vestibular. Uma amiga minha por quatro vezes teve que deixar a sala de provas por passar mal. A pressão subia tanto que em um dos vestibulares teve sangramento no nariz e ensangüentou a prova. Mesmo sendo muito estudiosa e conhecedora das matérias só conseguiu passar no 5º vestibular.

Na dinâmica que citamos acima, durante o bate papo com os alunos, muitos disseram que não tinham lido certa palavra, ou não tinham visto determinado detalhe. E é verdade. Não eram apenas desculpas. É isto que o estresse faz em nossas mentes. Alguns disseram que quanto mais eu falava sobre o tempo mais sentiam vontade de me tamparem algo ou mesmo me esganar. Curioso é que ao final do debate eles pediram uma palestra para os pais. Será porque? Outro fato interessante: alguns alunos não souberam controlar o tempo. Entregaram a prova sem responder todas as questões. Se detiveram demais na questão difícil e esqueceram das outras seguintes. Como isto é comum. Vale aqui a dica: se encontrar dificuldade em uma questão siga em frente e depois, quando tiver feito as que você sabe, volte e aí sim, invista tempo nela.

Voltando aos três grupos de candidatos, segundo o diretor que citei, ao primeiro uma dica: apeguem-se às suas crenças, ore ou reze muito, milagres acontecem. Aos outros dois grupos também é importante orar ou rezar, mas para que vocês possam manter a calma e realmente realizarem o que sabem. Controle o estresse e o nervosismo. Como? Cada um poderá descobrir sua própria receita. Algo que te relaxe e o ajude. Você encontrará um bom roteiro no artigo que escrevi recentemente Contagem regressiva para o Vestibular. As dicas continuam atuais como nunca... No próximo artigo abordaremos outras dicas.

Serão mais de 5.000 vagas entre faculdades pública e particular. Se você se preparou adequadamente, mantenha a calma e confirme a sua.

Não espere. Faça acontecer!

Publicado em: Matérias
Qui, 23 de Setembro de 2004 13:39

Contagem regressiva para o Vestibular

Estivemos durante estes últimos meses falando sobre profissões. Dicas e informações para que você escolha mais seguramente seu futuro. Mas agora o vestibular esta aí. Com ele muito estresse. Sua opção já foi feita. O que você pode fazer para aplicar todo o potencial que desenvolveu nestes meses de preparação?

Em quase todos os países do mundo, o número de vagas oferecidas para os cursos superiores é inferior ao número de candidatos. Por conta desta discrepância há critérios para o ingresso nestes cursos. A mais praticada é seleção na entrada dos candidatos. Esta é a prática mais comum, embora o processo possa ser bastante diferenciado de país para país. E mesmo com a adoção de outros métodos em fase de implantação, o Vestibular é a fórmula principal para esta seleção.

Sem entrarmos em questões de ser ou não a melhor maneira, o certo é que será assim este ano – provavelmente mais alguns também – e teremos que enfrentá-lo. O medo do fracasso, a competitividade exacerbada do período – neste ano quase três milhões de jovens brasileiros passarão por este momento – e o sentimento de ver frustrados seus planos para o futuro deixam os estudantes à flor da pele. Dá calafrios só de pensar em dar a notícia em casa de que não passou no vestibular. E ficar respondendo que não conseguiu a todos aqueles que lhe perguntarem: e aí como foi? Tudo isto aumenta a pressão e a cobrança do candidato.

Resultado: estresse.
Conseqüência: na hora das provas você não consegue desenvolver tudo o que podia, dá aquele branco ou você entra em desespero e não consegue se concentrar nas questões. É como se você se preparasse para uma maratona, mas no dia da corrida torcesse o pé e só pudesse apenas caminhar os quarenta e dois quilômetros do percurso.

Mas o que é estresse. Segundo os especialistas, “trata-se de uma reação do organismo a um fato que muda a nossa rotina. Não precisa ser um acontecimento ruim. Pode ser conseqüência de uma situação de felicidade, medo, perda, etc. Ele altera o humor, a fome e o sono, e pode desencadear perda de memória, problemas de pele, asma, alergias e até hipertensão”. Além disto está associado ao desencadeamento de quase todo tipo de doença – normalmente dentro da pré-disposição de cada indivíduo. Dentre uma enorme relação de sintomas que são comumente encontrados em estudantes segundo o psicólogo Hélio Borges Jr. (CRP 01/7050), vale destacar:

  • insegurança;
  • Pressentimento de nada saber ;
  • Expectativa do pior;
  • Incapacidade de relaxamento;
  • Bloqueio afetivo/ não saber o que fazer;
  • Tensão motora ;
  • Falsas interpretações da Realidade pessoal (-Tudo me preocupa ! - Tudo dá errado pra mim ! ; - Que azar tenho ! ...)
  • Dificuldade de concentração e assimilação;
  • Tendência à dúvida;
  • Tendência de que pensamentos negativos e derrotistas o domine;
  • Inquietude interior, entre outras.

 

Dicas para a reta final

1- Não encare tudo como urgente-urgentíssimo. Na reta final queremos compensar tudo o que deixamos de fazer. Se até aqui você estudava de 2 a 4 horas por dia, este não é o momento para aumentar a carga para 12 horas de estudos. Esta overdose só irá sobrecarregar sua cabeça. A assimilação destas informações ficará comprometida.

2- Simplicidade. Assuma uma atitude relativamente simples: pense positivo. Acredite em você e no seu potencial. Faça apenas o melhor que puder. Não se coloque sempre numa postura de vítima ou sobrecarregado.

3- Divirta-se. Atividades recreativas, lazer e esportes não competitivos sejam qual for, propiciam um relaxamento muito grande. Por isso, ela é mais indicada e freqüentemente usada para combater a ansiedade e o estresse. Na hora de folga, desligue os motores. Dê um refresco para sua cabeça. Ao invés de perder tempo você estará permitindo ao seu cérebro que organize as informações aprendidas e possa estar pronto para mais uma jornada de estudos. Tenha equilíbrio entre o preparo e o relaxamento.

4- Cuide de sua alimentação. Uma alimentação balanceada lhe fará sentir melhor além de contribuir com os elementos necessários para a máxima potência de seu cérebro. Coma muitas frutas e verduras. Evite alimentos gordurosos e beba bastante líquido. Controle o álcool e o café. Reduza ou evite o cigarro e o uso de remédios.

5- Durma bem. O sono também é essencial para o processo de aprendizagem, além de recarregar nossas energias. Procure dormir pelo menos sete horas por dia.

6- Encare a ansiedade e o medo com naturalidade. Todo ser normal tem ansiedade e medo. Controle-se na hora da prova, não permita que o nervosismo seja mais forte que seu aprendizado.

7- Os parentes também podem e devem ajudar. O que normalmente ocorre é que toda a casa é influenciada e entra no clima de vestibular nesta reta final. Por vezes isto ocorre através de pressões ou "brincadeirinhas" que só fazem aumentar a tensão do vestibulando. Não tenha medo de falar com seus pais, amigos ou namorado(a). Peça ajuda e quando estiverem atrapalhando fale. Na maioria das vezes todos só querem ajudar, mas...

O controle emocional é parte importante na preparação para o vestibular. Fazer uma prova com tranqüilidade é um enorme passo para um bom resultado. Lembre-se: pior do que não passar no vestibular por não estar bem preparado é não passar por não conseguir usar tudo o você aprendeu e que seria suficiente para o seu sucesso.

Acredite em você. Controle-se e sucesso.

Publicado em: Matérias


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